O Poeta
28/08/10
Athayde Nery de Freitas Junior, 45 anos, começou a se arriscar pela poesia por volta dos 13 anos. Fazia suas rimas, no início às escondidas, pois não as considerava boas.
Já gostava muito de ler, e assim conheceu o poeta russo, Vladimir Mayakovsky, que o influenciou, assim como as letras de Raul Seixas.
Aos 17 anos, já inebriado pela revolução, Athayde inicia a sua fase de poesia política, carregada pelas injustiças e pela busca da liberdade.
SemelhanteUm dia, lá atrás, o avistei, fogoso de amasiar com a ruaPassados dez anos, o encontrei na esquina de um sol estridenteEra um respeitável trasteTornou-se o que buscava.Quando começou, calça alinhada, barba feita, camisa de linhoIniciava seu conluio com calçadas e becosCabelos prateado de dorCor cicatrizada de tempoe fomeNão incomodava nem posteDor andava em cada dedoSolidão caminha do lado lhe abanando o raboFuçando nossos restos entulhados nas calçadas.Lá vai ele na sua felicidade de rua.Com orgulho de ser.
Tereré com Água Guarany
28/08/10
Em 2010, Athayde decidiu mais uma vez reunir suas criações e lançou Tereré com Água Guarany. Obra Inspirada no cotidiano da vida campo-grandense, nas belezas naturais como os ipês, na amizade, no amor e na paixão, Athayde Nery de Freitas Junior lança o seu segundo livro Tereré com Água Guarani.
“As poesias reunidas neste segundo livro de Athayde convidam você a tomar tereré gelado com água guarani, fazer a roda, conversar, dialogar, brincar e poetar sem compromisso.
O artista cria e recria um mundo literário que não são mensuráveis pelos mesmos padrões de textos e das verdades factuais”, define no prefácio da obra, o historiador e poeta, Carlos Magno Mieres Amarilha, presidente do Grupo Literário Arandu.
A esperança tem nome e sina de poeta
28/08/10
Artigo de Luis Carlos Pael
Jornalista
“As fissuras criaram vida. Já fazem até convenção. Lançaram manifestos. Projetos de expansão. Tudo na minha alma.
Fico só olhando. Sentindo escapar sonhos. Encantos e cantos.
Tô precisando de poetar. Preciso me arar, sementar, molhar. Colher algumas flores. Sangrar em espinhos limpos”. Lendo mais uma vez o poema “Projetos”, que integra o livro “Tereré com Água Guarany”, do companheiro de outras jornadas, Athayde Nery, lembro do nosso recente encontro, em Campo Grande, quando estava justamente relatando seus projetos e sonhos. Mais >
Como Alga
10/08/10
Como alga
Lamber horizontes
Gelar fogueiras
Riscar branduras
Fisgar lampejos
Adivinhar momentos
Olhar de alma
Como algo
Descaminhos calculados
Pecados Pueris
Ventilar ventos
Restabelecer inimigos
Vingar ternuras
Ser gauche
Como assim
Ecoar silêncios
Sem mais nem menos
Queimar geleiras
Virar um nada





